BALANÇO NA POLÍTICA EXTERNA: Dois anos da coalizão preto-amarela na Alemanha

28/Out/2011
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Neste mês, a coalizão cristã-liberal completou dois anos conduzindo o Governo da Alemanha. Um balanço sobre a política externa alemã, orientada por valores e interesses definidos, comprova que ela continua com o objetivo de promover a paz na Europa e no mundo. Confira abaixo, os temas que ocuparam a lista de prioridades da Alemanha nos últimos 24 meses, concentrados nos principais campos de atuação do Governo alemão: Europa, Política de Paz, e Novos Centros de Poder e da Gestão da Globalização.

Europa

Principal fundamento da política externa da Alemanha, a Europa dominou a agenda do Governo principalmente devido à crise da dívida do euro. As discussões que visavam o fortalecimento da solidez fiscal dos países acabaram por tratar do projeto político europeu como um todo e a longo prazo.

A Alemanha também desempenhou importante papel na criação de um Serviço de Relações Exteriores para a União Europeia. Com a entrada em vigor do EAD (sigla do órgão, em alemão), em dezembro de 2010, a União Europeia passou a dar nova ênfase no seu papel como um ator global. O EAD permitirá a Europa falar com uma só voz para todo o mundo, contribuir com sua influência política e transmitir valores e interesses comuns.

A chamada „Primavera Árabe“ também serviu de grande oportunidade para a Europa. Em particular para Alemanha, o movimento democrático surgiu como uma chance para promover dignidade, liberdade e prosperidade. O Governo Alemão, que já trabalha em uma „parceria de transformação“ com a Tunísia e o Egito, deverá expandir a iniciativa para países como a Líbia, o Marrocos e a Jordânia.

Política de Paz

As políticas da Alemanha são projetadas multilateralmente, a partir de uma abordagem de segurança em rede e de políticas preventivas.

Com o novo conceito estratégico da OTAN em novembro de 2010, a Alemanha sublinhou, por exemplo, a importância da Organização do Tratado do Atlântico Norte para a sua própria segurançaa e para a definição de um tratado de desarmamento e de não-proliferação.

A eleição da Alemanha para um dos assentos rotativos do Conselho de Segurança da ONU no período de 2011/2012 também trouxe novos temas para agenda internacional. No decurso da Presidência alemã, em julho deste ano, importantes debates foram conduzidos. No que diz respeito à  proteção de crianças em conflitos armados, os 15 membros do Conselho aprovaram a resolução que reconhece ataques a escolas e hospitais uma violação grave aos direitos das crianças e que lista os perpretadores desse tipo de violência no relatório anual da ONU. A Alemanha também conseguiu colocar em discussão um tema importante de sua pauta política: clima, paz e segurança. O assunto, que não era abordado em reunião pelo órgão desde 2007, tratou dos efeitos da mudanca climática e de suas consequências potenciais para a paz e a segurança do mundo. Para Guido Westerwelle, Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, a escassez de recursos devido à mudança climática é uma ameaça a longo prazo à paz em diversas regiões. „Muitas consequências já são inclusive visíveis, o que torna ainda mais louvável o reconhecimento do problema pela Conselho de Segurança e pela diplomacia alemã“, afirmou.

A questão palestina também continuou fazendo parte da agenda política e as discussões em favor de uma solução de dois estados avançaram com ajuda alemã.

Já onde a diplomacia preventiva não conseguiu atingir seus objetivos, a Alemanha assumiu sua responsabilidade militar. Nos dois últimos anos, a Alemanha participou de diversas operações, tais como a Atalanta (anti-pirataria, na costa leste da África), ISAF (no Afeganistão) e UNIFIL (na costa do Líbano). Militares alemães também estiverem presentes nos confitos entre o Norte e o Sul do Sudão (ainda quando o país não estava oficialmente dividido), e entre a Sérvia e o Kosovo.

Novos centros de poder e da gestão da globalização

A política externa alemã também segue empenhada em aproveitar as oportunidades da globalização e minimizar os seus riscos, trazendo novos temas para o foco das discussões. Segurança das matérias-primas, política energética, alterações climáticas, questoes relativas à água, à migração e à liberdade e segurança na internet ganharam importância e destaque na agenda alemã.

A Alemanha também definiu novas diretrizes para os centros de poder que ganham força e representatividade no cenário político internacional, como a América Latina e e África, e reforçou suas relações bilaterais com países como China, Índia e Turquia.

© Glaucimara Silva (Centro Alemão de Informação)

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