Fim da Cúpula do G20 - Juntos podemos conseguir mais

10/Jul/2017

A chanceler Angela Merkel declarou-se satisfeita com o resultado da cúpula do G20. No campo do comércio chegou-se a um acordo de que os mercados devem ser mantidos abertos, ela relatou no final da cúpula em Hamburgo. Os principais países industrializados e as economias emergentes também concordaram em combater o protecionismo e as restrições comerciais injustas.

Angela Merkel Ampliar imagem (© Bundesregierung)

No início de sua coletiva final de imprensa, a chanceler Angela Merkel explicou o seu papel durante a cúpula. Ela expressou claramente os interesses alemães e europeus e, na sua qualidade de anfitriã, pressionou todos os lados a aceitar um meio-termo. "Esse foi o espírito no qual trabalhamos aqui. E isso se reflete na Declaração dos Líderes". Neste contexto, Angela Merkel voltou a apontar para o lema da Presidência alemã do G20 "Moldando um mundo interligado".

Mantendo os mercados abertos em todo o mundo

Durante a crise econômica e financeira mundial há dez anos, o G20 demonstrou sua força, quando desempenhou um papel crucialmente importante na estabilização das economias nacionais e dos mercados financeiros. "O que era verdade naquela época ainda é verdade hoje: podemos conseguir mais se agirmos juntos do que poderíamos sozinhos", reafirmou a chanceler. "Os mercados devem ser mantidos abertos", continuou ela.

Comércio internacional baseado em regras claras

Angela Merkel informou que houve discussões extremamente intensas sobre o comércio, mas que os participantes da cúpula concordaram em combater o protecionismo e as práticas comerciais desleais. O sistema de comércio internacional baseado em regras, incorporado pela Organização Mundial do Comércio (OMC), desempenha um papel vital nisso. Os acordos bilaterais também devem ser compatíveis com a OMC, alertou a chanceler.

Sistema financeiro resiliente

Angela Merkel citou um outro ponto importante da Declaração dos Líderes como o objetivo de garantir a estabilidade no sistema financeiro internacional. Ela apontou para o Plano de Ação de Hamburgo, que também foi adotado na cúpula. A Declaração dos Líderes estipula: "Promoveremos maior inclusão, justiça e igualdade na busca do crescimento econômico e da criação de empregos. Para isso, nós apoiamos o Plano de Ação de Hamburgo".

Mais preparados para lidar com pandemias

A chanceler passou a analisar o problema das pandemias, que poderiam comprometer a estabilidade econômica como um todo. Por essa razão, os participantes do G20 discutiram extensivamente o papel da Organização Mundial da Saúde (OMS). Durante a Presidência alemã do G20, todos os ministros da saúde dos países do grupo se encontraram pela primeira vez. O diretor-geral da OMS também participou, enfatizou Angela Merkel. O G20 agora está melhor equipado para lidar com uma pandemia, disse a chanceler.

Permitir que as mulheres participem completamente

O empoderamento das mulheres também desempenhou um papel central na Cúpula, segundo a chanceler. Ela mencionou a iniciativa "#eSkills4Girls". Nos países em desenvolvimento em particular, ela irá "promover oportunidades e participação igualitária para mulheres e meninas na economia digital", como diz a Declaração dos Líderes.

Aceitando a responsabilidade pela África

O lema da nova Parceria Africana do G20, outro foco da cúpula, apresentado pela chanceler é "Aceitar a responsabilidade". "Lançamos a Parceria Africana do G20 como reconhecimento das oportunidades e desafios nos países africanos, bem como dos objetivos da Agenda de 2030", estabelece a Declaração dos Líderes. Neste contexto, Angela Merkel declarou que a educação é um "fator central" e "a chave para o crescimento sustentável" no continente vizinho da Europa.

Política climática - nenhuma tentativa de ocultar a divergência

Em relação aos campos do clima e da energia, discutidos na Cúpula, a chanceler disse: "Onde nenhum consenso pode ser alcançado, a Declaração deve refletir a divergência". Ela lamentou o anúncio dos EUA de se retirar do Acordo de Paris. Mas, se encantou com o fato de todos os outros membros do G20 concordarem que o Acordo de Paris é irreversível, disse Angela Merkel. O Acordo agora deve ser implementado o mais rápido possível.

A chanceler condena a violência "nos termos mais fortes possíveis"

A chanceler condenou "nos termos mais fortes possíveis" a "violência irrestrita e a brutalidade desenfreada" vistas durante os tumultos que acompanharam a cúpula em Hamburgo. Ela afirmou claramente: "Aqueles que agem dessa maneira não estão interessados ​​em expressar críticas políticas ou em exigir uma vida melhor para as pessoas deste mundo". Qualquer pessoa que age deste modo se afasta da comunidade democrática.

Agradecimento a todas as forças de segurança

Ao mesmo tempo, Angela Merkel expressou seu agradecimento exclusivo a todas as forças de segurança e a todos aqueles que trabalharam arduamente para se preparar para a Cúpula. Ela enfatizou que o agradecimento não veio só dela, mas também de todos os outros líderes do G20. Angela Merkel informou que falou com o chefe das operações policiais em Hamburgo e o agradeceu pessoalmente. Ela também participará de uma reunião com o primeiro prefeito de Hamburgo, Olaf Scholz, para agradecer às forças de segurança por seu trabalho.

Ajuda para as vítimas da violência

A chanceler ressaltou que já havia falado com o Ministro Federal das Finanças, e que caminhos serão explorados juntamente com a cidade de Hamburgo para ajudar as vítimas da violência a lidar com os danos sofridos. As conversas entre o Ministério Federal das Finanças e a Cidade de Hamburgo a esse respeito devem começar sem demora, anunciou Angela Merkel.

Saiba mais sobre a Declaração dos Líderes do G20: https://www.g20.org/Content/EN/StatischeSeiten/G20/Texte/g20-gipfeldokumente-en.html

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