FUTURO: O desafio da virada energética na Alemanha

31/Mai/2012
Windräder Ampliar imagem (© picture alliance/dpa)

Jühnde é um lugar de muita energia: em 2005, o povoado de 800 habitantes na Baixa Saxônia foi o primeiro povoado bioenergético na Alemanha, com completo abastecimento próprio de eletricidade e calefação através de biomassa. O projeto pioneiro chamou a atenção em todo o mundo. Delegações vindas dos EUA e do Japão visitaram Jühnde e informaram-se sobre a produção de energia em biodigestor, com o aproveitamento de resíduos orgânicos, milho e cereais. Também na Alemanha, o exemplo foi seguido em diversas partes. Cerca de 100 povoados e comunidades autárquicas em energia, que existem entretanto, são um exemplo de como pode ser bem-sucedida a virada energética, decidida na Alemanha há um ano.

Recapitulando: no final de maio de 2011, poucas semanas após o grave desastre com o reator japonês em Fukushima, o governo federal alemão tomou uma decisão de amplo alcance. Como primeira nação industrial do mundo, a Alemanha decidiu abandonar a energia atômica. Entre os 17 reatores atômicos alemães, já foram desligados todos os que haviam sido construídos antes de 1980. Até o final de 2022, as nove usinas nucleares restantes também serão, uma a uma, completamente desativadas. No futuro, a eletricidade na Alemanha deverá ser proveniente sobretudo de fontes renováveis de energia: com uma conta de 35% em 2022, e de 80% até 2050. Hoje, as renováveis energias eólica, solar, hidráulica e de biomassa contribuem com cerca de 20% para a matriz energética da Alemanha.

Com o abandono da energia atômica, o governo federal alemão fez da virada energética um dos seus projetos centrais. O ministro do Meio Ambiente, Peter Altmaier, considera a virada energética como “um dos grandes desafios para a Alemanha, como polo econômico”. Para a realização do grande projeto, a chanceler federal Angela Merkel confia numa estreita cooperação entre a União e os Estados. A chanceler visa acelerar principalmente a ampliação das redes de distribuição de grande desempenho. Neste ponto, a Alemanha está registrando atrasos em muitos projetos. Mas para abastecer as regiões industriais do Sul com a energia eólica do Norte da Alemanha, são indispensáveis grandes linhas de transmissão. Isto, Merkel deixou claro à população, no seu mais recente pronunciamento por vídeo.

© Redação Revista Deutschland

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