CÚPULA DO G8: “Finanças robustas e políticas de crescimento estão intimamente ligados”, afirma Angela Merkel
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(© dpa/pa)
A economia global foi o foco da Cúpula do G8 realizada em Camp David, nos arredores de Washington, nos Estados Unidos. Durante o encontro, a Chanceler da Alemanha deixou claro mais uma vez: “a consolidação e crescimento econômico são os dois lados da moeda que devemos considerar”.
Para os EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Canadá, ainda existem uma série de dificuldades a ser combatidas, mas a economia mundial já mostra bons sinais de recuperação, após meses da grave crise financeira mundial. “Precisamos tanto da renovação dos nossos orçamentos quanto de esforços para o crescimento”, disse Merkel. “Finanças robustas e políticas de crescimento estão intimamente ligados”, completou.
Para a Chanceler, três esforços são necessários para as economias voltem a crescer: a consolidação orçamental, a implementação de reformas estruturais e investimentos no futuro. “Temos que investir em pesquisa e em infra-estrutura sustentável e na conclusão de fato do Mercado Único Europeu”, explicou a Chefe de Governo da Alemanha.
Da declaração oficial de encerramento da Cúpula em Camp David, não há, contudo, nenhuma observação neste sentido. Os chefes de Estado e Gverno presentes no encontro defenderam dois caminhos paralelos: de um lado, incentivos ao crescimento econômico; de outro, medidas visando consolidar o orçamento público. Merkel ressaltou que os países do G8, altamente endividados, não dispõem mais da possibilidade de lançar mão de programas clássicos de apoio à conjuntura, como ocorreu durante a crise financeira em 2008. O presidente norte-americano também salientou, segundo participantes do encontro, a necessidade de que se evite "impulsos artificiais" de apoio à conjuntura.
Declaração final
O texto da declaração final da Cúpula do G8 também fala sobre o cessar da violência e a transição política na Síria. O grupo pediu mais uma vez a implementação do Plano de Paz de Enviado Especial da ONU, Kofi Annan.
Ainda sobre temas envolvendo o Oriente Médio, o texto reforça que a comunidade internacional segue pedindo ao Irã explicações sobre seu programa nuclear. Os representantes do G8 também mostram consentimento à continuidade de aplicação de duras sanções ao país, caso as negociações não avancem.
No que diz respeito ao Afeganistão, os líderes também reafirmaram o compromisso de seguir empenhados na reconstrução civil do país. Os países do G8 contribuem com cerca de 80% da ajuda civil destinada aos afegãos.
De acordo com a declaração final, outro temas importantes do encontro também foram os esforços do G8 no processo de transformação nos países do Norte da África e do Oriente Médio, os investimentos e as parcerias econômicas com o continente africano em geral, e as mudanças climáticas, tendo em vista a realização, em poucas semanas, da Rio+20. Os países do G8 discutiram o impacto da expansão das energias renováveis na infra-estrutura dos Estados e a questão da eficiência energética, e comprometeram-se a implementar uma política de energia limpa, segura e acessível.
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