Prevenção, Controle e Monitoramento dos Incêndios no Cerrado

O Cerrado é considerado um dos biomas mais ricos do mundo. Com uma área superior a dois milhões de quilômetros quadrados, ele é quase seis vezes maior que a Alemanha e corresponde a aproximadamente um quarto do território brasileiro. Por conta do desmatamento e da degradação do solo causados pela exploração do Cerrado, apenas a metade da vegetação original continua em pé. Todos os anos, os repetidos incêndios, em sua maioria ocasionados pela ação do homem, têm consequências gravíssimas, como perda de biodiversidade, aumento dos gases de efeito estufa, problemas de saúde devido à fumaça, entre outras. Além disso, o solo e a vegetação não conseguem absorver tanto carbono, gerando perdas na produção de alimentos e de itens básicos para a população. Em 2010, uma área de 9.000 km foi destruída pelo fogo, o que corresponde aproximadamente ao tamanho de Chipre.

No âmbito da Iniciativa Internacional para a Proteção do Clima (IKI), o Ministério Federal do Meio Ambiente, Preservação da Natureza, Construção e Segurança Nuclear (BMUB) apoia medidas para a prevenção, o controle e o monitoramento de incêndios no Cerrado com um montante de 12 milhões de euros para a cooperação técnica e financeira.

O projeto é executado conjuntamente pela GIZ, responsável pela cooperação técnica, e pelo Banco KfW, que realiza   a cooperação financeira. Os parceiros brasileiros são o Ministério do Meio Ambiente, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e os órgãos responsáveis do Estado de Tocantins.

Para mais informações: https://www.giz.de/en/worldwide/12505.html (em inglês)